Alemães vão fabricar painéis solares em Blumenau


O crescimento do setor fotovoltaico no Brasil vem atraindo a atenção de investidores estrangeiros. No primeiro trimestre de 2017, começa a operar em Blumenau (SC) uma fábrica alemã de módulos fotovoltaicos equipada com robôs trazidos da Suíça . Cerca de US$ 15 milhões – pouco mais de R$ 50 milhões – foram investidos no negócio.


A Aecogen Technologies S.A. é resultado da união entre a Aecogen – empresa alemã especialista em energia solar – e a Acera, brasileira de propriedade de executivos alemães. A primeira mantém projetos na Alemanha, Europa e África, enquanto a segunda acumula experiência no Brasil ao operar e manter grandes centrais de geração eólica no Rio Grande do Norte. Juntas, elas pretendem expandir a atuação na área fotovoltaica, motivadas pela ascensão da tecnologia no país, especialmente nos últimos três anos.


A fábrica vai ocupar um galpão de cinco mil metros quadrados e, apesar da automação, 30 novos empregos serão ofertados a profissionais da área de engenharia, com possibilidade de aumento em breve.

O maquinário é utilizado em países que já democratizaram a adesão de sistemas fotovoltaicos, como a Alemanha. Alguns componentes que serão utilizados pela fábrica já são produzidos no Brasil; outros vêm de nações como China e da própria Alemanha. A produção deve contribuir com o atendimento da demanda nacional, favorecendo a redução dos preços da tecnologia. Parte da produção será exportada.



Antes de começar a operar, a Aecogen Technologies já fechou contrato com duas grandes multinacionais brasileiras. Os nomes ainda não podem ser divulgados, mas a expectativa, segundo Jean, é de aumento na geração de empregos no setor. “A demanda por técnicos especializados na instalação dos sistemas vai crescer”, aposta.


Brasil na mira de investidores estrangeiros


Em junho, outra companhia do setor de renováveis anunciou investimento de mais de R$ 2 bilhões na área de geração fotovoltaica no Brasil. A Canadian Solar, com sede no Canadá, operações em diversas países e fábrica na China, também vai produzir módulos solares no país, a partir de uma parceira com a Flex Internacional.

A empresa começa a operar em setembro, em Sorocaba, com capacidade prevista para até 350 megawatts por ano. A fábrica deve gerar 500 empregos diretos e 1,5 mil indiretos.

Para Rodrigo Sauaia, diretor da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a produção local dos componentes, a consolidação de novas fábricas no país e o interesse das empresas estrangeiras pelo Brasil tende a crescer.

“A geração distribuída no Brasil vem aumentando e a centralizada, que depende da construção de usinas fotovoltaicas de grande porte, tem condições reais de crescimento. Só nos últimos três anos, quatro leilões contrataram 3,3 mil megawatts. Serão mais de R$ 12,5 bilhões investidos até 2018, na criação de usinas nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-oeste”, diz.


















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